Deputado Federal
Estrela PT

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Biografia » Linha do tempo

Uma vida dedicada à construção da democracia

José Mentor tem sido protagonista das transformações do país: escreveu, ao lado de outros líderes, alguns dos capítulos mais importantes da nossa história e vem construindo, passo a passo, a democracia do país. As últimas décadas representam uma vida inteira dedicada à luta pela emancipação da sociedade, pelos direitos humanos e pelos direitos do povo à moradia, alimentação, educação, trabalho, enfim, à dignidade.

Década de 60 - Mentor é preso na luta pela liberdade

Durante o regime militar, José Mentor, então jovem estudante de Direito da PUC-SP, se engajou na luta contra a ditadura, ajudando a construir o Centro Acadêmico 22 de Agosto, o DCE-Livre da PUC, e a reconstruir a UEE-SP e a UNE, na época em que as entidades estudantis foram banidas e passaram a ser organizadas na clandestinidade.

Por ter participado de protestos relâmpagos e passeatas ao lado de outros estudantes, Mentor foi preso com outros em outubro de 1968, em Ibiúna. Depois de ficar detido no Dops, foi solto respondendo a processo criminal.  Preso novamente em janeiro de 1969 ao ser delatado por um agente do exército infiltrado no movimento estudantil, Mentor foi condenado a seis meses de prisão e, por mais dois meses, ficou impedido de sair da cidade.

Década de 70 – Um defensor dos movimentos populares

Já formado em Direito pela PUC-SP, em 1971, José Mentor passou a atuar como advogado na luta pela democratização do país e por melhores condições de vida à população carente. Refundou, em 1977, junto com outros advogados, o Departamento Jurídico “22 de Agosto”, hoje Ceats – Centro de Estudos e Atividades sociais – para prestar assessoria jurídica a movimentos sociais, associações e comunidades da periferia de São Paulo.

Em 1978, foi um dos candidatos populares do MDB a deputado federal. Nessa época, Mentor organizou movimentos populares em favor de condições dignas de habitação para moradores de loteamentos clandestinos.

Ainda em 1979, teve início o movimento pró-PT. José Mentor e muitas lideranças dos movimentos por moradia se engajaram na luta para construir o Partido dos Trabalhadores.

Década de 80 - Mentor se torna Deputado Estadual Constituinte

José Mentor participou da fundação do PT, organizando os movimentos sociais e assessorando juridicamente a nova sigla. Assumiu a presidência do Diretório Zonal Saúde e exerceu vários cargos de direção nos diretórios Municipal e Regional do PT de São Paulo, em várias gestões.

Em 1989, assumiu como deputado estadual constituinte, pelo PT, e depois se tornou líder da bancada na Assembléia Legislativa (1990 a 1991). Na Constituinte, foi relator da comissão que tratou do Poder Judiciário e também se dedicou às questões urbanas e do acesso à Justiça por meio da Defensoria Pública, entre outros temas. José Mentor foi considerado pela imprensa um dos quatro melhores parlamentares da Constituinte Estadual.

Década de 90 - Mentor na Câmara de Vereadores

Após exercer o mandato de deputado estadual constituinte, José Mentor candidatou-se à Câmara Municipal de São Paulo e foi eleito vereador por três vezes consecutivas, a partir de 1992. Seus mandatos sempre foram dedicados aos movimentos sociais, à valorização da cidadania, à construção partidária e à fiscalização do Executivo.

Em 1993, tornou-se membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, onde permaneceu até 1998. Foi líder da bancada do PT (1995-96) e membro do Diretório Nacional (1997-99), além de presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara. A atuação de José Mentor também foi decisiva na instalação de comissão especial de admissibilidade do processo de impeachment do prefeito Celso Pitta, em 1999.

Entre 1997 e 2000, Mentor exerceu seu segundo mandato de vereador, quando idealizou e propôs um seminário de alto nível sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Entre os diversos resultados positivos desta e de outras iniciativas do vereador à frente da comissão, o mais importante foi a aprovação de uma alteração na LDO que tornou obrigatória a realização de audiências públicas regionais para discutir o Orçamento com a sociedade.

Século XXI – Muito trabalho pela frente

No ano 2000, José Mentor foi reeleito, pela terceira vez, vereador de São Paulo. Foi empossado em 2001, ao mesmo tempo em que Marta Suplicy se tornava prefeita da maior cidade da América do Sul. Mentor foi escolhido por ela para ser líder do governo na Câmara e sua atuação foi fundamental para a construção da maioria parlamentar, garantindo a governabilidade e a aprovação dos projetos do Executivo, que transformaram a cidade e beneficiaram a população. Propondo, debatendo, articulando, o líder do governo conseguiu aprovar 83 projetos de lei.

Em 2002, quando Lula se elegeu presidente da República, José Mentor foi eleito deputado federal, compondo a base de sustentação do governo. Assim como Lula e sua equipe, toda a bancada do PT enfrentou uma oposição rancorosa, pouco preocupada com o destino do país. A CPI dos Correios foi instrumento para desestabilizar o governo, às vésperas da eleição. E, de quebra, foi também um instrumento de vingança do PSDB contra José Mentor, pelas investigações que conduziu na CPMI do Banestado, expondo irregularidades ocorridas no governo FHC.

O nome de José Mentor é sempre lembrado para tarefas delicadas, difíceis e passíveis de pressão tanto da imprensa quanto das pessoas envolvidas na questão. Dessa forma, em seu primeiro mandato como deputado federal, foi indicado para a relatoria da CPI do Banestado, que investigou durante quase dois anos a remessa ilegal de recursos para o exterior. Mentor também foi relator-adjunto da Comissão da Reforma Tributária e membro da Comissão da Reforma do Judiciário.

Em abril de 2009, José Mentor foi nomeado para a coordenação do Grupo de Trabalho de Consolidação das Leis, cujo objetivo é analisar e reunir num só diploma legal todas as leis referentes a um mesmo assunto. Mentor tem pela frente o desafio de concluir a discussão de sete projetos em tramitação no colegiado, incluindo o da área de Telecomunicações e de Radiodifusão, do qual é relator.